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Imóveis comerciais movimentam R$ 12,2 bi e galpões ficam escassos

20 de out.
3 min de leitura

Terceiro trimestre tem o segundo maior volume em 12 anos, e a vacância dos galpões logísticos cai para 4,9%, a menor da série.


Mesmo com juros altos, o mercado de imóveis comerciais fechou o terceiro trimestre com R$ 12,2 bilhões em negócios. O valor chama atenção, mas há outro número, bem menor, que diz mais sobre o momento para quem tem um terreno, um galpão ou planeja expandir. Ele aparece mais adiante.


R$ 12,2 bilhões em 41 transações


Segundo levantamento da consultoria Cushman & Wakefield, divulgado pelo Estadão em 16 de outubro, foram 41 transações entre julho e setembro, o segundo maior valor trimestral em 12 anos. O montante equivale a cerca de 93% de tudo o que foi negociado no primeiro semestre (R$ 13,1 bilhões).


  • Galpões logísticos: 12 operações, R$ 5,5 bilhões (45% do total).

  • Varejo: 16 negócios, R$ 3,9 bilhões (32%), incluindo shoppings e lojas de grande porte.

  • Escritórios: 13 transações, R$ 2,8 bilhões (23%).


Infográfico: imóveis comerciais no 3º trimestre de 2026 e vacância de galpões

Galpões: procura alta, oferta curta


Dados da Binswanger, publicados pela Forbes Brasil em 15 de outubro, mostram que a vacância dos condomínios logísticos de padrão A+ e A caiu para 4,9% em setembro, nova mínima histórica. No trimestre anterior, era de 5,4%. Com menos espaço disponível, o preço pedido médio chegou a R$ 35,15 por metro quadrado, recorde da série, e 39% da área em construção já estava pré-locada. O comércio eletrônico liderou as locações.


Juros ainda altos, com expectativa de queda


O movimento acontece com a Selic em 13,75% ao ano. Pelo Boletim Focus de 13 de outubro, o mercado projeta a taxa em 13,25% no fim de 2026 e em 12% no fim de 2027. Na avaliação da Cushman & Wakefield, os juros ainda limitam a liquidez, mas não impediram negócios de grande porte.



O número que realmente importa: seis meses


Eis o número da abertura: seis. Segundo a Binswanger, o estoque de galpões disponível hoje cobre cerca de seis meses de demanda. Há um ano, eram 11. Quando a oferta encurta, quem precisa de área para crescer passa a planejar com mais antecedência, e quem tem o ativo certo, bem localizado e documentado, ganha poder de negociação.


Os dois levantamentos são nacionais e concentrados em São Paulo; não há números específicos de Mato Grosso. Ainda assim, a tendência merece atenção num estado que atrai indústrias ligadas ao agro, à bioenergia e à armazenagem. Para quem tem terreno ou imóvel comercial em Cuiabá ou no Médio-Norte, a pergunta prática é: o ativo está pronto para essa demanda?


Checklist: antes de investir, vender ou expandir


  1. Localização e logística: acesso a rodovias, centros de distribuição e polos industriais.

  2. Documentação e zoneamento: matrícula, uso do solo permitido, licenças e regularidade ambiental.

  3. Perfil do inquilino e do contrato: prazo, garantias, reajuste e modelo (atípico, built to suit, sale and leaseback).

  4. Custo do capital: simule o retorno com mais de um cenário de juros.

  5. Antecedência: com pouca oferta, quem planeja cedo tende a ter mais opções.


Checklist: cinco pontos antes de investir, vender ou expandir em imóveis comerciais

Como a Único Negócios pode ajudar


  • Ativos Estratégicos: análise e posicionamento de imóveis comerciais, galpões e terrenos.

  • Expansão Empresarial: busca de áreas e estruturas para empresas que planejam crescer em Mato Grosso.

  • Relacionamento Estratégico: conexão entre proprietários, investidores e empresas com demanda por espaço.


Nós estruturamos soluções e trazemos o especialista certo para executar.


Grandes negócios não acontecem por acaso.



Prefere e-mail? Escreva para unico@uniconegocios.com.br.


Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento, crédito ou aconselhamento jurídico. As condições variam conforme o perfil de cada operação.



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