Londrina bate recorde de R$ 4,6 bi e valoriza mais que Curitiba
Vendas em 12 meses são as maiores da história da cidade; preço do m² sobe 6,16%, acima da inflação, de Curitiba e de Cuiabá.

R$ 4,6 bilhões. É o valor das vendas de imóveis residenciais em Londrina em 12 meses, o maior da história da cidade. Mas o número que mais chama a atenção de quem investe não é o volume vendido, e sim a comparação de preços com a capital do Paraná e com Cuiabá.
Um recorde no norte do Paraná
Segundo levantamento da Brain Inteligência Estratégica, apresentado na Construtech Week 2026, o mercado residencial de Londrina somou R$ 4,6 bilhões em valor geral de vendas entre junho de 2025 e junho de 2026. No período, foram lançados 95 empreendimentos verticais, com 17.414 unidades. O estoque à venda, de 3.471 unidades, equivale a 19,5% da oferta, nível considerado enxuto.

A cidade tem 581 mil habitantes e gerou 6.577 empregos formais em 2025, o segundo maior saldo do Paraná, combinação que ajuda a explicar a demanda.
A comparação que importa: Londrina, Curitiba e Cuiabá
No Índice FipeZAP de setembro, que acompanha preços de anúncio, o metro quadrado em Londrina subiu 6,16% em 12 meses, para R$ 5.902. Curitiba avançou 1,86% (R$ 11.766/m²). Em Mato Grosso, Cuiabá subiu 5,34% (R$ 7.102/m²). A média das 56 cidades do índice foi de 5,51%, e a inflação de referência, de 4,45%.

O padrão se repete nos dois estados: cidades médias e capitais ligadas ao agro, com emprego e renda em alta, puxam a valorização. Para investidores de Mato Grosso, o norte do Paraná surge como alternativa de diversificação; para paranaenses, o Médio-Norte e Cuiabá seguem no radar.
Juros voltam ao centro da conta
Após o resultado do segundo turno, na segunda-feira (26/10), os juros futuros subiram e as ações de construtoras estiveram entre as mais afetadas. Com a Selic em 13,75% e o Copom marcado para 3 e 4 de novembro, o custo do financiamento imobiliário pode subir, o que tende a pesar mais nos segmentos dependentes de crédito. Quem compra com mais capital próprio e escolhe bem a praça chega na frente.
Um cuidado: o FipeZAP mede preços pedidos nos anúncios, e a negociação real pode ficar abaixo. A média da cidade também esconde diferenças grandes entre bairros e tipologias.
Checklist: antes de investir em outra praça
Demanda real: emprego, renda e crescimento da população.
Liquidez: tempo de venda e de locação por bairro.
Custo total: ITBI, cartório, condomínio e manutenção.
Juros: financiamento mais caro muda a conta.
Parceiros locais: documentação e reputação do incorporador.

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Conteúdo informativo, sem recomendação de investimento. Valorização passada não garante resultado futuro; as condições variam conforme o imóvel e o perfil do investidor.
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Fontes
Gazeta do Povo (Paraná S.A.) — Mercado imobiliário de Londrina soma R$ 4,6 bi em vendas, 23/10/2026.
Fipe — Índice FipeZAP Residencial Venda, setembro de 2026, out/2026.
Portas — Londrina entra no radar dos compactos com VGV recorde e demanda por locação, 07/10/2026.
InfoMoney — Ibovespa desaba 13% após eleição, em dia de circuit breaker; dólar dispara 8%, 26/10/2026.






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