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Londrina bate recorde de R$ 4,6 bi e valoriza mais que Curitiba

27 de out.
3 min de leitura

Vendas em 12 meses são as maiores da história da cidade; preço do m² sobe 6,16%, acima da inflação, de Curitiba e de Cuiabá.


Maquete de prédio residencial, chaves e plantas sobre a mesa, com cidade do norte do Paraná e seta dourada subindo ao pôr do sol

R$ 4,6 bilhões. É o valor das vendas de imóveis residenciais em Londrina em 12 meses, o maior da história da cidade. Mas o número que mais chama a atenção de quem investe não é o volume vendido, e sim a comparação de preços com a capital do Paraná e com Cuiabá.


Um recorde no norte do Paraná


Segundo levantamento da Brain Inteligência Estratégica, apresentado na Construtech Week 2026, o mercado residencial de Londrina somou R$ 4,6 bilhões em valor geral de vendas entre junho de 2025 e junho de 2026. No período, foram lançados 95 empreendimentos verticais, com 17.414 unidades. O estoque à venda, de 3.471 unidades, equivale a 19,5% da oferta, nível considerado enxuto.


Infográfico: Londrina em números, com R$ 4,6 bi em vendas e 17.414 unidades lançadas

A cidade tem 581 mil habitantes e gerou 6.577 empregos formais em 2025, o segundo maior saldo do Paraná, combinação que ajuda a explicar a demanda.


A comparação que importa: Londrina, Curitiba e Cuiabá


No Índice FipeZAP de setembro, que acompanha preços de anúncio, o metro quadrado em Londrina subiu 6,16% em 12 meses, para R$ 5.902. Curitiba avançou 1,86% (R$ 11.766/m²). Em Mato Grosso, Cuiabá subiu 5,34% (R$ 7.102/m²). A média das 56 cidades do índice foi de 5,51%, e a inflação de referência, de 4,45%.


Gráfico de barras: valorização do m² em 12 meses em Londrina, Cuiabá e Curitiba, comparada à inflação

O padrão se repete nos dois estados: cidades médias e capitais ligadas ao agro, com emprego e renda em alta, puxam a valorização. Para investidores de Mato Grosso, o norte do Paraná surge como alternativa de diversificação; para paranaenses, o Médio-Norte e Cuiabá seguem no radar.



Juros voltam ao centro da conta


Após o resultado do segundo turno, na segunda-feira (26/10), os juros futuros subiram e as ações de construtoras estiveram entre as mais afetadas. Com a Selic em 13,75% e o Copom marcado para 3 e 4 de novembro, o custo do financiamento imobiliário pode subir, o que tende a pesar mais nos segmentos dependentes de crédito. Quem compra com mais capital próprio e escolhe bem a praça chega na frente.


Um cuidado: o FipeZAP mede preços pedidos nos anúncios, e a negociação real pode ficar abaixo. A média da cidade também esconde diferenças grandes entre bairros e tipologias.


Checklist: antes de investir em outra praça


  1. Demanda real: emprego, renda e crescimento da população.

  2. Liquidez: tempo de venda e de locação por bairro.

  3. Custo total: ITBI, cartório, condomínio e manutenção.

  4. Juros: financiamento mais caro muda a conta.

  5. Parceiros locais: documentação e reputação do incorporador.


Checklist: cinco pontos antes de investir em imóveis em outra cidade

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A Único atua em Ativos Estratégicos e Expansão Empresarial, conectando investidores, incorporadores e empresários a oportunidades imobiliárias em Mato Grosso e no Paraná, com análise de fundamentos antes de cada decisão.


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Conteúdo informativo, sem recomendação de investimento. Valorização passada não garante resultado futuro; as condições variam conforme o imóvel e o perfil do investidor.



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